DE NOVO, SOBRE CINEMA. SERÁ?
Nesse meu período de convalescença assisti O Festim Diabólico. Fantástico, sublime, macabro, surpreendente e grandioso, assim como o próprio Hitchcock.
A trama gira em torno de dois jovens da alta sociedade americana que decidem cometer um assassinato pelo simples prazer de fazê-lo.
Assistindo ao filme prestei atenção na forma de atuar de cada um deles individualmente, e também nos dois contracenando a sós. Dessa forma, foi inevitável um pensamento: “Mas isso tá muito boiola...”.
Refleti um pouco sobre este pensamento e me adverti: “Caramba Rodolfo, tudo tem que ter alguma coisa no duplo-sentido! É apenas um relacionamento inocente entre amigos!”.
Deixei de lado esse detalhe e me atentei ao roteiro.
Fim do filme. Depois de ver um pouco dos créditos finais fui fuçar no menu. Achei um making of dando sopa e comecei a assistir.
Começam alguns depoimentos de nomes que participaram do filme, entre eles ninguém menos que o roteirista Arthur Laurents.E eis que em apenas quatro minutos de making of o sujeito me solta: “Festim Diabólico trata evidentemente de homossexuais.” (sic)
Depois de dar um pulo de meio metro no sofá veio aquele inevitável pensamento: “Eu sabia!”.
Dessa vez eu juro que tentei, eu disse a mim mesmo “não, isso é só impressão”. Aí vem o próprio roteirista e me desmente! E no decorrer do making of ele só vai agravando cada vez mais a situação. Cita até que um professor teria influenciado os rapazes com a “filosofia de Nietzsche”.
Eu desisto, me vejo obrigado a concorda com aqueles que uma vez disseram: “O mundo é gay.”
Escrito por eomemo às 21h05
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