Ponto de vista

 

Agora há pouco aqui no trabalho:

 

- Olha Sueli, precisa pagar pagar uma conta no banco. O valor é 1450 reais, em dinheiro! E se você perde vai descontar do seu salário! - disse um dos chefes em tom de brincadeira.

- Mas eu nem ganho isso! Eu tenho que trabalhar uns cinco meses! - ela respondeu.

- Isso é bom, pelo menos você fica com o emprego garantido!

 

 

De certa forma, é uma vantagem...



Escrito por eomemo às 10h16
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Abstinência de Fé

 

Estou renegando Deus. Calma, é apenas momentaneamente. É uma espécie de plano, que, nas próximas linhas, tentarei explicar. Porém, como a fé dos outros e as minhas linhas de raciocínio não são muito fáceis de serem entendidas, eu não garanto nada.

 

Nos últimos tempos, ao final de todas minhas conquistas eu agradecia a Deus. Nos momentos pré-conquista e pedia “ajuda” a Deus. Quando me safava de uma situação ruim ou perigosa, eu dizia “Graças a Deus”.

Isso acabou gerando (pelo menos na minha cabeça) uma espécie de obrigação. Do tipo “Se tiver fé, conquistará o que quiser. Se esquecer de Deus, você só vai se foder”. Assim, minha fé se mantinha não por gosto, mas por medo de que as coisas desandassem.

 

Essa lógica resulta em duas coisas nada legais. Primeira: eu ganhei não por que eu sou bom, nem por meus próprios esforços, eu só ganhei graças a Deus! Segunda: um Deus chantagista. “Adore-me e terás tudo. Perca a fé e foda-te!”

 

Ultimamente eu estava “em dia” com minha fé, e tudo, na medida do possível, dava certo. Então pensei que as coisas só estavam dando certo porque eu estava sendo gentil com Deus, só porque todas as noites antes de dormir eu agradecia a Deus por tudo de bom que havia acontecido pra mim.

 

Se vocês entenderam a lógica exposta acima, podem adivinhar o que eu fiz como “tira-teima”: mandei a fé pro caralho a quatro e dei o máximo de mim em minhas atividades normais! Se as coisas derem errado concluo que: Deus é chantagista filadaputa que só que atenção.

 

O interessante é se as coisas derem certo. Terei eu provado a mim mesmo que eu não preciso Deus porra nenhuma? Não. A partir desse momento, terei Deus como um amigo, que mesmo que você de mancada com ele, ele te ajudará. E mesmo que tudo esteja bem entre vocês, ele pode ser cuzão contigo.

 

Entende? Uma relação de companheirismo, e não de criador/criatura. Uma coisa livre de obrigações e restrições, como todo pensamento e toda fé deve ser.

 

Bem... vamos ver no que vai dar.



Escrito por eomemo às 00h00
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Melhor ouvir isso que ser surdo...

 

Após constatar coisas bizarras na conta de água, fui na Sabesp para saber dos procedimentos necessários.

Cheguei, peguei a senha, sentei, esperei. Atrás de mim havia dois caras conversando:

 

– (...) Vinte e um milímetros convertidos pra quilômetros? – o primeiro sujeito perguntou.

– Pra quilômetros? Num dá! – o segundo respondeu.

– Vai! Quanto dá vinte e um milímetros convertidos pra quilômetros?

– Ôu! Um milímetro é assim oh! – Gesticulou algo com a mão.

– Vai, quanto dá?

– Dá... dá... Dez centímetros.

– Não! Dá zero virgula zero, zero... – E falou o número que eu não lembro.

 

Disseram mais algumas coisas, e o primeiro sujeito voltou a perguntar:

 

– E Cem milímetros, dá quanto em quilômetros?

– Ah... dá... dá dez centímetros.

 

Depois eles ainda falaram grandes asneiras sobre polegadas, Alqueires e até onças (unidade de medida). Mas como minha memória anda pior que um Fiat 147, não lembro dos detalhes. Mas eu pra ter uma noção né!

 

Foi diversão garantida que ajudaram a passar o tempo.



Escrito por eomemo às 08h18
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Que luz é essa?

 

Que luz é essa? Que vem vindo lá do céu!

Brilha mais que a luz do sol

É a chave que abre a porta lá do quarto do segredo

Vem mostrar que nunca é tarde

Vem provar que é sempre cedo

E que pra cada pecado sempre existe um perdão

Num tem certo nem errado todo mundo tem razão

E que o ponto de vista é que é o ponto da questão!

 

(Esse é apenas um trecho. Letra completa aqui)

 

Já tinha ouvido essa musica muitas vezes, mas nunca tinha escutado o que ela dizia. Sempre ouvi e pensava “Ah, legalzinha!”, ou nem dava bola mesmo.

Mas outro dia, eu a compreendi. Do nada, prestei atenção na letra e vi o quão genial ela é! Ela fala de uma coisa que eu já pensei muito, e que ninguém aceita plenamente. É basicamente o fundamento da teoria do Caos, ou seja, a relatividade do certo e errado.

 

Esse acontecimento, de eu perceber a musica, só confirmou duas reflexões que eu já havia feito:

 

Primeira: Não adianta, se você pensou em alguma coisa, Raulzito já pensou antes. Qualquer raciocínio filosófico que você estiver seguindo, se você procurar, vai achar uma música que se enquadra nele.

 

Segunda: Como a gente ignora coisas tão boas que estão no nosso nariz! Sejam musicas, poesias, oportunidades e até pessoas. Às vezes aquele fulano que você vê todo dia no trabalho e dá apenas um formal “Bom dia”, pode ser um Melhor amigo em potencial, uma pessoa muito especial que você nem dá atenção, pois não tem tempo para fazê-lo.

 

Acho que é só. Espero tenham compreendido meu ponto de vista, que é o ponto da questão.



Escrito por eomemo às 03h02
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Um feriado simplório

 

Nada de fantástico. Almoço em família, de descendência italiana, em meio aos berros, situações engraçadas.

À tarde uma peça de teatro, muito boa (o loser do Mário perdeu) e rever um grande amigo. A peça, de valor de entrada simbólico a ser revertido para caridade.

De noite um boteco com amigos. Diga-se de passagem, um boteco clássico, que não ia há séculos, a Taverna. Encontrar amigos, reencontrar mais amigos, conhecer gente nova, conversar com quem só conhecia de vista.

Entre piadas de duplo sentido e taças de vinho, se esvaiam momentos tão simples quanto agradáveis. Alguns nem os percebiam, preocupando-se que teriam que trabalhar no dia seguinte, ou simplesmente nem os notavam mesmo.

 

Um amigo disse “Você só é feliz quando não sabe.” Eu discordo. Em partes.



Escrito por eomemo às 07h51
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Covarde é aquele que foge de um desafio. Penso simplesmente em não aceitá-lo. Isso não seria covardia, seria?

Eu apostaria todas as minhas fichas num jogo de xadrez, afinal, tudo depende apenas de mim. Se algo der errado, a culpa foi minha, só minha.

Já num jogo de futebol, a vitória não depende só de mim. Um jogador, por melhor que seja, não carrega sozinho o time nas costas.

 

Entende? Quero dizer que a vitória não é certa se não depende única e exclusivamente de mim. Bom, na verdade a vitória nunca é certa, sempre há margem de erro.

 

Posto isso, falo sobre a frustração. Frustrar-se com uma derrota no xadrez é algo momentâneo. Mas existem coisas que são frustrantes para toda uma vida. Determinadas frustrações trazem uma interminável infelicidade.

 

Agora você me diz “Mas qual a graça de um desafio onde a vitória é certa?”. Concordo, nenhuma. Mas, nesse caso, há MUITA coisa em jogo.

 

Por mais que eu confie em meu taco, por causa dos outros, eu posso perder.

 

Agora pergunto: Você apostaria a felicidade de uma vida toda num jogo que a vitória não depende só de você? Eu diria que uns 80% das pessoas de todo o mundo apostaram, ou ainda apostarão.

 

Escrevo isso agora, pois essa idéia me martela há um tempo. Tem sentido pra mim. Creio que só para mim.



Escrito por eomemo às 15h59
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Novos ventos

 

Era uma vez um menino

Que gostava de sonhar.

Mas a vida não o ajudava

Ele punha-se a chorar.

 

De lhe dizer, eu cansava

Não se entregue, isso passará.

Seu nobre coraçãozinho se perguntava

Quando isso tudo mudará?

 

Novamente tentava, novamente se erguia.

Mas ao recomeçar sua caminhada

Outra cassetada recebia.

 

Mas ora vejam só! Sintam os novos ventos!

Indago-me: pra onde sopram?

Que venham os novos tempos.

 



Escrito por eomemo às 09h51
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Reconhecimento profissional

 

Uma terça-feira tranqüila no shopping. Fomos encontrar com alguns amigos. Depois de conversar um pouco nas mesinhas da praça de alimentação, resolvemos comer no Burger King.

Chegamos ao caixa. Como nunca tinha comido lá, perguntei sobre os lanches e fui simpaticamente atendido.

 

Pedi, paguei, peguei os lanches. Logo que peguei os lanches pensei: “Poxa, todo mundo xinga quando é mal atendido, mas ninguém elogia quando é bem atendido!”

 

Me aproximei do balcão e disse a uma atendente:

– Posso falar com o gerente?

– Claro!

 

O gerente veio.

– Oi, eu só queria elogiar os atendentes do caixa. É a primeira vez que venho aqui, e fui muito bem atendido!

 

Silêncio

– É só isso... Eu queria elogiar...

– Tá – ele disse.

 

Virou as costas e saiu andando.

 

PS. O lanche é muito bom! E é grande! McDonalds é um lixo!



Escrito por eomemo às 13h26
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