Não é o quê, é como!
Esta no escritório e pesquei um trecho de uma conversa:
- Eu li numa revista que a Creuza (novela América) será desmascarada! – Disse uma das meninas que trabalha aqui.
Não precisa fazer RTV pra perceber que toda a teledramaturgia se guia pela mesma cartilha. Todas as novelas trabalham com maniqueísmo extremo, seguem jargões e clichês.
Todas trabalham com o óbvio ululante.
Creio que o caso mais descarado é Malhação. Com 10 anos nas costas, já foi academia, agora é escola, e os personagens não mudam. O que muda são apenas os atores. Séries de TV, estrangeiras ou nacionais, também estão inclusas nisso.
Mas porque todos assistimos se já podemos prever o final? Se todo é feito a partir da mesma estrutura, porque gostamos mais de uma série que da outra?
A resposta é tão óbvia quanto o final de uma novela. Por que nós queremos saber como a coisa vai acontecer. A Creuza será desmascarada? É claro. Mas como? Podemos imaginar umas dez situações, e com certeza será uma delas, mas não temos certeza de qual.
A genialidade dos escritos (só um gênio pra fazer uma novela ruim como América dar uma média de 40 pontos) está em tirar algo imprevisível, daquilo que é óbvio! Na verdade, a TV usa um golpe baixo pra atrair a nossa audiência: ela aguça a nossa curiosidade.
Deu pra sacar? Mas uma coisa que eu não entende, acho que ninguém entende, é como o show de final de ano do Roberto Carlos dá tanta audiência?! Aquilo não é algo novo criado a partir de uma estrutura fixa (como as novelas fazem)! De tão igual, parece que é a reprise do ano anterior!
Bem, é isso.
Escrito por eomemo às 16h07
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