Sobre o Caos
Num sentido amplo e de um certo ponto de vista, é uma filosofia de vida. Para muitos, desordem. Para nós, apenas a oposição à ordem.
Eu diria que o Caos é algo absolutamente abstrato, mas só é facilmente perceptível quando e manifesta de forma concreta. Por esse motivo não divagarei, apresentarei exemplos óbvios e de conhecimento comum.
Vidinhas corretas(?) e bem sucedidas como as de Lester Burham (Beleza Americana) e Edward Norton (Clube da Luta) são o suficiente para a felicidade? Eu acho que não. O que os tornou felizes? O CAOS! Entregar-se ao Caos é como se livrar de uma droga: difícil e doloroso. A droga no caso são os paradigmas e os pudores sociais.
Há algum tempo atrás, estava esfuziante de alegria. Voltava a pé e sozinho pra casa, era noite e havia alguns transeuntes na rua. Eu estava tão feliz que tive vontade de gritar, gritar muito alto, mas não gritei. Pois tive vergonha. Mais de mim mesmo que dos outros. Que de certo achariam que eu era louco por gritar do nada. Naquele momento eu reprimi meu lado caótico por meras convenções sociais. Mas com certeza, se tivesse gritado, me sentiria muito mais feliz na hora.
Eu faço muita coisa idiota e sou mais feliz por isso. Mas eu ainda não me libertei totalmente. O Caos é não se privar de coisas boas pra você só por que vão te julgar por isso. É você fazer valer a Sua realidade sobre a dos outro. E não adequá-la ao padrão.
Um ato caótico pode ter infinitos formatos, um deles pode ser aquilo que você fez Mário! Valeu cara. Não me esquecerei disso tão cedo. Aliás, me corrija de eu estiver errado em minhas afirmações.
Escrito por eomemo às 13h06
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Últimas Bolas-fora (chupinho blogs alheios mesmo!)

Lois Armstrong = Músico americano morto a mais de trinta anos.
Lance Armstrong = Ciclista americano heptacampeão do Tour de France acusado de doping.
“O povo bebe água com ‘clorofórmios’ fecais!”
Mauro Lopes, deputado federal do PMDB-MG.
Ele queria dizer coliformes fecais, daqueles que muitas vezes se encontra em “vegetais folhosos”.
Escrito por eomemo às 12h22
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O texto de ontem, eram divagações minhas, que resolvi postar. Eu havia cortado uma parte dele, que também resolvi postar agora. Acrescentei algumas coisas hoje.
Olhando pra trás, vejo que pouca coisa mudou. O ritual de sábado de manhã é o mesmo. Mas agora não são mais patins. Competições entre amigos ainda são comuns. Nós nos ajudarmos é mais freqüente do que nunca.
As pausas pro geladinho, foram substituídas pela cerveja. A expectativa pelo final de semana é a mesma. O desânimo na segunda-feira também.
Pessoas aparecem na sua vida, tornam-se parte dela, depois se vão. Mesmo depois de ter amadurecido muito, ainda não sei dizer se isso é bom ou não.
A diferença, é que agora, eu não assisto as mudanças apenas. Posso interferir nelas, posso alterar a “lei natural da vida” (como foi comentado anteriormente). Agora, esses são os desafios, ir contra, e não se conformar com o que acontece.
Isso tudo, graças à liberdade que conquisto gradualmente. Liberdade essa que eu não tinha, mas provava por alguns segundos enquanto voava depois de passar por uma lombada. Agora, o que faz voar são meus sonhos e meus
ideais.
“A diferença entre um garoto e um homem,
é o valor de seu brinquedo favorito”.
Escrito por eomemo às 15h59
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Sábado de manhã era dia de dar uma geral nos patins. Depois de uma semana de uso (para ir ao mercado, na papelaria e na bomboniere), acumulava sujeira nos rolamentos abeck 5, e isso atrapalhava o desempenho de profissionais das ruas como nós!
Trapinhos, WD-40 e um jogo de chaves Alley eram indispensáveis! Afinal, nossos patins tinham de estar impecáveis para tirarmos o máximo deles no longo final de semana de aventuras!
Entre limpeza, inversão das rodinhas gastas, “PQP! Espanou!”, troca de separadores quebrados e muita conversa, levávamos algo em torno de uma hora pra finalizar o ritual.
Com tudo tinindo, partíamos desbravando os bairros ao redor, descíamos a João desembestadamente. Um bando e seis ou sete moleques sem medo de carros nem caminhões! Enquanto os carros freavam nas lombadas, nós pegávamos mais impulso ainda! E voávamos!
Pausa para um ou dois geladinhos. “Anota aí, semana que vem eu pago”. E prosseguíamos, pegando rabeira, puxando manobras, sempre competindo e se ajudando.
Nova pausa. Para almoço agora. Suando feito um picolé esquecido fora do freezer, comíamos e partíamos novamente. Fazíamos marcações no chão pra ver que pulava mais longe. Construímos, com uma pequena ajuda dos adultos, rampas e halfs em busca de desafios.
Depois que guardávamos os patins, na casa de alguém, jogávamos algum jogo de tabuleiro, vídeo game, assistíamos filmes e contávamos histórias.
Freqüentemente ficávamos nos prédinhos da rua dos prédios. O point do bairro, onde tinha a galera mais velha. Lá éramos coadjuvantes, observávamos o pessoal de uns quatorze ou quinze anos (adultos para nós!) e tentávamos nos enturmar. Levando em consideração a diferença de idade, éramos bem sucedidos.
Eu, meu irmão e mais uns quatro garotos crescemos juntos. Com o passar do tempo, escolhemos ou fomos levados a rumos completamente diferentes. Feliz ou infelizmente, nunca saberei.
Escrito por eomemo às 12h33
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Telefone, telefone celular, fax, torpedo SMS, e-mail, msn, telefones de pessoas próximas e até orkut. Todas grandes invenções do ser humano para viabilizar e melhor a comunicação entre os mesmos. Décadas de evolução, pesquisas e estudos. Milhões e milhões gastos para que tudo funcione perfeitamente...
Perfeitamente o CARÁLEO! Tanta tecnologia pra não conseguir achar quem você quer! Nem indo pessoalmente à casa da pessoa dá!
- Esta é a secretária eletrônica digital Telefônica...
- Este número encontra-se desligado ou fora...
- Desculpe, acabou o papel...
- Torpedo enviado com sucesso! (mas não há retorno)
- Putz... eu não abri meus e-mails hoje.
- A msg não pode ser envida pois a pessoa não está on-line.
- Olha, tenta no celular dele...
- É bloqueado no meu serviço...
- Ele foi jogar bola...
Essas frases (além de irritarem muito) são a prova que o sistema não pode nos controlar usando a tecnologia! Se quiser fazê-lo terá de transformar nossos ideais! Viva a REVOLUÇÃO! Vamos quebra tudo!!!
Ah... acho que viajei... de novo...
Mas falando sério agor... “Esta chamada foi interrompida por falta de créditos no momento. Para inserir mais créditos...”
Escrito por eomemo às 12h19
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Quero os sete pecados e asas pra pular de janelas e sentir realmente o que é liberdade.
Quero unhas pra aliviar meu nervosismo e álcool pra destilar meus problemas sem solução.
Quero uma boa memória, para quando me faltarem às novidades e a euforia causada por elas, eu poder me lembrar de como fui e sou feliz; e não dispenso a rotina, mas repudio a acomodação.
Quero abraços de compreensão e mordidas de desejo enquanto toco o céu e alcanço as estrelas simplesmente por TER alguém.
Quero defeitos e gritos, mas que venham de uma pessoa cujos olhos eu consiga e possa mergulhar com os meus, e ver que a alma dela, assim como a minha, é imperfeita.
E quero devorar seus beijos e moldar seu humor com minhas palavras de modo a deixá-lo bom e feliz enquanto seus sorrisos alimentam meu ego e minha própria felicidade. Quero depender das suas promessas impossíveis, porém sinceras.
Quero poesia e sexo, afinal... o amor é isso, e eu quero amor, porque não sou hipócrita pra dizer que não preciso dele, eu preciso dele e ele de mim. Eu te amo amor.
Não fui eu que escrevi isso. Infelizmente...
Me identifiquei muito com ele. Achei na net há algum tempo e salvei no meu PC. Já havia me esquecido desse texto quando me deparei com ele novamente.
Não lembro de onde o peguei.
Escrito por eomemo às 08h42
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Final de semana tranqüilo... até demais.
Almocei com meu pai no domingo. No meio do almoço vem o tema MOTO, e meu pai me pergunta:
- Há quanto tempo você anda de moto?
- Hum... um mês.
- Então, sabe qual a probabilidade de se sofrer um acidente de moto no primeiro ano de carta? 100%! Portanto, se prepare!
Legal né! Ele disse exatamente com essas palavras. Querendo dizer que no máximo em um ano eu sofrerei um acidente. O apoio da família nessas horas é importantíssimo.
É claro, como eu já conheço bem meu pai, sei que ele não está profetizando nada e nem desejando meu mal.
Ele só estava usando uma de suas técnicas para o meu próprio bem. Explico. Falando isso ele me causa medo. O medo conseqüentemente me tornando mais cauteloso no trânsito. Dessa forma as probabilidades de eu sofrer um acidente diminuem.
Ele sempre utilizou a psicologia na nossa educação e para nos proteger. Principalmente a psicologia reversa...
- Pai, eu vou fazer um piercing.
- Olha filho, tudo bem, pode fazer. Mas você sabia que 47,5% dos piercings feitos causam inflamação, irritação e MUITA dor nos primeiros meses, e por esses motivos tem que ser retirados. 32,75% das pessoas que usam piercing na língua desenvolvam nódulos cancerígenos a partir do segundo ano de uso. 5% perdem sensibilidade no paladar. Em muitos casos a região perfurada necrosa e deve ser amputada.
Nesse momento ele saca transparências com fotos tiradas no IML (nota: ele é da área de saúde e tem acesso a essas coisas) de casos de piercings que deram MUITO errado, e as exibindo continua:
- Por exemplo, nesse caso o lábio inferior teve de ser amputado, e após cinco meses de internação foi feita a reconstrução com enxerto...
- Mas eu não vou fazer na boca! – Interrompo.
- Então você sabia que 17,36% das perfurações feitas na sobrancelha...
- Não é na sobrancelha! – Interrompo novamente.
- Veja bem, o piercing genital pode até causar impotência...
- Também não! Eu vou fazer no mamilo.
- Não? Bom, nesse caso...
E depois de tudo isso conclui:
- Mas se você quiser fazer, pode fazer!
Ele estava tentando me deixar apavorado e com medo para eu desistir de fazer. Psicologia reversa. Mas nesse episódio, não deu muito certo...
Escrito por eomemo às 10h08
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A professora entra na sala, distribui as prova CORRIGIDAS e diz que fará uma breve revisão esclarecendo eventuais dúvidas a respeito da prova.
Toma uma prova na mão e diz:
- Questão UM. “Qual o objetivo principal de uma Pauta?”. Essa valia 1,5. Quem ACERTOU?
Um fulano levanta a mão. Ela pede que ele leia sua resposta em voz alta.
Ele lê. Dá uma resposta MUITO tosca, mas razoavelmente dentro do contexto.
Um breve silêncio. A professora, com cara de espanto e indignação, pergunta:
- Eu considerei isso certo?!
- Considerou.
Silêncio. Gargalhadas.
Escrito por eomemo às 09h55
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Eu, pensando...
Estava refletindo um pouco sobre os vários acontecimentos. É possível que eu comece a falar de uma coisa e termine falando de outra completamente diferente. Que seja.
Caso 1: Eu mudei bastante. Estou mudando. Gostei de mudar. Em alguns pontos preferia como era antes, mas mudanças são inevitáveis.
Não mais que de repente, vejo uma pessoa próxima a mim em conflito com sigo mesma. Buscando respostas, refletindo, com crises existenciais e a beira da depressão. Tudo isso causado por causa de mudanças. Nela e em pessoas ao seu redor. Voluntárias ou não.
Caso 2: Coisas mudaram. Algumas inevitáveis, outras por que eu quis. Eu, ansioso e inseguro com as novas mudanças.
De repente, vejo uma(s) pessoa(s) próxima(s) a mim enfrentando mudanças, criando coragem para enfrentá-las. Matando sua vaquinha (ou matando aos pouquinhos).
Caso 3: Eu fudido e mal pago. Sem dinheiro nem pra um picolé. Endividado. E mesmo assim, gastanto.
De repente, vejo outras pessoas próximas a mim com contas negativa em três dígitos. Ou três dígitos de dívidas no cartão de crédito. Sem emprego e com quatro dígitos de prestações de um carro pra pagar.
Caso 4: Eu me perguntando “Será que alguém ainda lê isso?”, “Será que alguém gosta de ler isso?”. Será que ainda devo escrever aqui (ou no Bullshit), afinal, eu só tô dando bola fora, ou então eu escrevo coisas que me trazem problemas.
De repente, ouço alguém falando eufórico e empolgado de como esses textos são interessantes e criativos.
Caso 5: Me indago de quão perecível pode ser uma amizade. Se o tempo e distância podem apagá-la.
De repente percebo que algumas coisas não possuem prazo de validade, duram o quanto às fizermos durar.
Tem sempre alguém próximo na mesma situação que você. Que poderia te ajudar ou receber ajudar. Aquela frase do Bank Boston traduz mais ou menos isso: “Impossível chegar lá sozinho”. Eu não diria ser impossível, mas que é bem mais difícil é.
A falta de diálogo sempre é um problema. As pessoas se fecham tanto tentando se proteger, que acabam se fechando também para uma possível ajuda.
A pessoa do seu lado no ônibus pode ter a resposta pro sentido da vida, mas você não perguntou simplesmente porque não a conhecia.
Já falei demais. Aff... viajei demais agora. Toma que tenham entendido. Se não, apenas reafirmem que eu sou confuso...
Escrito por eomemo às 10h04
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Já faz algum tempo, uns dois anos. Um dia não sei porque, eu estava mal. Estava conversando com um amigo, desabafando e trocando idéias. Como na maioria das vezes, estávamos caminhando. Já era umas onze e meia quando chegamos na porta da casa dele. Paramos para nos despedir – afinal, eu ainda tinha uma boa caminhada até minha casa – e dar um desfecho na conversa. Então, não lembro em que contexto, ele me contou uma estória. Na hora fez todo o sentido pra mim, e me ajudou bastante.
Nunca esqueci daquela estória.
A mais ou menos a um mês, por acaso, me deparei com o mesmo conto num site. E novamente, fez sentido pra mim...
(A continuação desse post está abaixo, pois a porra desse blog uol tem limite de caracteres por post!)
Um Mestre passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas.
Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
(A continuação desse post está abaixo, pois essa porra de Blog do UOL tem limite de caracteres por post!)
Escrito por eomemo às 07h43
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(continuação do post anterior)
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nos produzimos queijo, coalhada, entre outras coisas para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora.
No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, ate que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar aquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los.
E assim o fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.
Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado, entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu:
- Nos tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora...
Pois é, chegou a hora de eu “matar a minha vaca”.
Escrito por eomemo às 07h43
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Será que a criatividade... acabou?!
Releituras, remakes, seqüências, versões, plágios e outras coisas do gênero sempre existiram e creio que sempre existirão. Mas o que eu vejo hoje é uma sobrecarga de dessas coisas.
Vou limitar apenas ao cinema. Já a alguns anos, grande parte dos filmes que estão saído se enquadram numa dessas situação. Os que não, são apenas filme hollyoodianos, puramente comercias e carregados de chichês. Como exemplos Sr. e Sra. Smith, Amaldiçoados, O Grito, De Repente é Amor, entre outros.
Agora os remakes ou filmes baseados em livro, falando só dos que estão em cartaz, temos A Guerra Dos Mundos, A Fantástica Fábrica De Chocolates, Sin City, O Quarteto Fantástico, Batma Begins. Como “releitura” ou seqüência temos ainda Herbie, Pokémon, e por aí vai...
A esmagadora maioria dos BlockBusters dos últimos anos também foram nesse esquema: O Senhor dos Anéis, Homem Aranha, Hulk, Harry Potter, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Resident Evil, O Apanhador de Sonhos...
Atualmente, com muitos recursos técnicos e nenhuma idéia, é mais fácil pegar obras consagradas e revolucionárias (pra época) e recriá-las. Diga-se de passagem, algumas mal e porcamente, a exemplo Guerra dos Mundos. Salvo mínimas exceções, essas “cópias” são inspiradas em obras de mais de 20 anos!
As produções realmente inovadoras, encontradas geralmente em circuitos alternativos, não têm o reconhecimento das massas. Cabra Cega, Mulholland Drive e Old Boy são alguns deles.
Outra falta de originalidades é essa onda de saudosismo dos anos 80. “Oh! Como tudo era tão bom e tão belo! Vamos retomar isso!” e que se foda todas as coisa boas da atualidade, vamos deixar pra usufruir delas daqui a uns 20 anos, né!
Até a musica trash contemporânea está em crise! Cadê aquelas músicas ruins e grudentas que não saem da cabeça? Festa no AP já deu o que tinha que dar, já deveria ter surgido outra! Mas pra quê criar se a gente pode ouvir Wando e Sidney Magal!
Será que realmente as pessoas não conseguem mais CRIAR! Tudo indica que sim. Mas eu ainda tenho esperanças, acho que elas apenas não querem criar. Devido a grande velocidade que as coisas acontecem, talvez seja mais RÁPIDO re-moldar o que já está pronto do que inovar. Tomara. Por que se não for isso, cabe a NÓS mudar essa situação.
Escrito por eomemo às 14h21
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Eu tinha 25 anos quando comecei com isso. Nunca tinha passado por uma experiência como aquela. Foi por meio de um amigo que entrei nessa vida. Ele disse “Ah vai, só uma vez pra você ver como é”.
No começo parecia legal, eu ficava alegre, eufórico e me sentia bem. Conheci um monte de gente que estava nessa também. No começo eu não pagava nada, “não esquenta com isso” o pessoal dizia.
Por minha causa minha esposa começou também, só pra me acompanhar. Mas assim como eu, todos começaram a fazer a cabeça dela pra que ela quisesse mais e mais. Eles usavam muitos artifícios. Diziam “Cara, isso aqui vai te levar pro paraíso!”. Tinha uma galera jovem que eu me identifiquei muito.
Abandonei amigos de muitos anos, que tentaram me alertar desse mal. Só queria saber dos meus novos “irmãos”.
Minha culpa maior é pelo meu filho. Ele tinha apenas 6 anos, não tinha ninguém pra tomar conta dele, então ele sempre estava com a gente, e acabou absorvendo isso.
Depois de alguns meses, quando viram que nós acreditávamos que aquilo era certo e já não podíamos viver sem, eles começaram a cobrar. De início era uma quantia simbólica, mas gradualmente comecei a gastar tudo o que tinha. Já tinha algumas dívidas, que deixava de pagar em nome desse vício cego. Eu não percebia o que estava fazendo, assim como a maioria que estava nesse mesmo barco, acreditava que só teríamos benefícios.
Minhas dívidas antigas se acumulavam e cresciam com os juros. Chegávamos a ficar sem comer pra dar dinheiro pra aquela corja.
Eles sempre pediam mais, por três anos pagando um dízimo de 60% de tudo que ganhava.
E eu que sempre acreditei estar comprando minha vaga no céu...
PS. Isso é só um depoimento fictício criado por mim. Não tem relação com pessoas reais.
Escrito por eomemo às 12h19
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Por que as pessoas, ou me subestimam ou me superestimam? Sempre! Não há meio termo!
Escrito por eomemo às 08h34
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