SESSÃO ENCERRADA

 

Depois de mais de três bons anos de confusões, o Eomemo Confuso encerra suas atividades.

Foram muitas história, muitas reflexões e muitas besteiras... que continuarão aqui arquivadas.

Mas uma nova etapa de vida pede um novo canal. Apresento a todos, All in Chaos.



Escrito por eomemo às 17h02
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ODEIO MEU SUPEREGO

 

Era uma missão simples: comprar uma placa de isopor. O que complicou um pouco era o fato dela ter o tamanho de 200x100cm.

Fui até a loja de metrô e a idéia era voltar de táxi. Mas a porra da placa não coube nem numa Meriva nem numa Doblô, e quando descobri isso era tarde demais. Sozinho na rua com a placa na mão, só me restava ir de metrô. Poucos metros de caminhada e cheguei a uma estação. Comprei o bilhete, passei a catraca e desci as escadas. Já estava aguardando o metrô quando uma funcionária chega a mim e diz:

 

– Onde você vai com isso?

– Pro Tatuapé.

– Quem deixou você entrar com isso?

 

Ela tinha um tom de amargura na voz. Era daquelas pessoas que não tem a benção da educação.

– Eu entrei e ninguém falou nada.

– Você não pode levar isso no metrô, há um limite de tamanho, e isso extrapolou muito o limite!

– Mas moça, se já estou aqui em baixo, qual é o problema de eu ir?

– Isso é uma norma, não posso te deixar andar aqui com isso.

– Poxa, mas eu não tenho outra forma de levar isso...

– Não adianta, tem um limite de tamanho.

– Então qual é o limite então?

– Vamos lá fora que eu te mostro.

– Você não sabe qual é o limite?

– Vamos lá fora que eu te mostro – repetiu ela com um ar de superioridade.

– Se você não sabe qual é o limite como sabe que extrapolou?

– Senhor, por favor! Vamos para fora!

 

Tentei persuadi-la de uma forma simpática e educada, mas ela era inflexível e muito antipática. Quando percebi que não havia chance de diálogo, subi para ver as tais especificações de tamanho.

– Olha aqui – disse ela apontando para o painel do lado de fora da catraca.

 

Realmente, havia um tópico especificando como limite 150x60cm.

– Vamos fazer o seguinte, eu corto a placa e deixo com 150x100cm. Aí você me deixa entrar?

– Corta pra ver se você vai entrar – disse ela com muita grosseria.

– Não, me responde você. Se eu contar 50cm, você me deixa entrar?

– Corta pra ver se você vai entrar – ela repetiu.

– Mas se cortar e você não me deixar entrar eu terei cortado a toa!

– Corta pra ver se você vai entrar – novamente.

 

Aí eu perdi a paciência e conclui que com ela não haveria mesmo diálogo.

– Chama seu supervisor agora – falei elevando o tom de voz.

– Não posso chamar meu supervisor.

– Por que não? Você tem que chamar o seu supervisor!

 

Ela virou as costas e saiu andando. Um minuto depois vejo o supervisor vindo em minha direção. Ele tinha um semblante simpático e já chegou estendendo a mão e me cumprimentando. Conversamos numa boa por alguns minutos e logo chegamos a um consenso. Eu cortaria 50cm da placa e ele me deixaria exceder o limite lateral em 40cm. Ou seja, com uma conversa civilizada os dois lados cederam, e os dois lados saíram ganhando.

 

Ao descer novamente as escadas do metrô, me deparei com a funcionária. Ela visivelmente amargava uma derrota moral, afinal, eu estava entrando no metrô com um volume maior que o tolerável.

 

Nesse momento, ao passar por ela, respirei fundo e ia dizer: “É por isso que você é só uma funcionária e ele é o supervisor”.

Eu “ia” dizer, mas não consegui. Tudo que consegui dizer foi: “Desculpe se causei algum transtorno, é eu realmente preciso levar esta placa”.

 

Eu queria humilhá-la e cantar vitória, mas não consegui. Fiquei com pena. Ignorei o fato que ela não teve pena de mim, e resolvi poupá-la de meu comentário.



Escrito por eomemo às 21h05
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MANTENHA DISTÂNCIA

 

Sábado – Problemas com a polícia.

Domingo – Novos problemas com a polícia.

Segunda – Problemas com o Comitê de Seleção do festival.

Terça (de manhã) – Problemas com a moto.

Terça (de noite) – Acidente com a moto (moto estacionada, sem mim).

 

Sim, eu ando zicado. E que venha a quarta-feira...



Escrito por eomemo às 12h08
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SORTE OU REVÉS

 

Agora acabou, estou formado. Ou melhor, de novo acabou. Porque afinal, esse foi só mais um ciclo que se encerra, e que você só percebe que era um ciclo quando acaba.

 

Agora é hora de jogar mais uma vez os dados, e ver quantas casinhas eu vou andar.

 

Desejem-me sorte!



Escrito por eomemo às 10h34
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COMO EVADIR-SE DA CULPA

 

1ª LIÇÃO – Resgate um elemento do passado que possa inocentá-lo(a). Qualquer elemento.

 

Os nomes serão omitidos para preservar a identidade das partes envolvidas.

 

Minha mãe – Por que você não foi me buscar hoje?

Minha irmã – Porque eu queria ver esse filme.

Minha mãe – Por sua causa eu fiquei meia hora lá plantada esperando!

Minha irmã – A culpa é do meu irmão! Eu tinha esse filme em DVD, mas ele perdeu. Então eu tive que assistir na TV!

 

O dom da retórica é algo admirável.

 



Escrito por eomemo às 10h43
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EPIFANIA

 

¹ O modo inconfundível com que a autora [Clarice Lispector] percebe e revela a realidade levou Affonso Romano de Sant´Anna a valer-se do termo epifania para designá-lo:

 

O termo epifania significa o relato de uma experiência (...) que mostra toda a força de inusitada revelação. É a percepção de uma realidade atordoante quando os objetos mais simples, os gestos mais banais e as situações mais cotidianas comportam súbita iluminação na consciência dos figurantes (...). Ao dar-se a epifania, a consciência do indivíduo se abre para outra realidade.

 

Acho que tive isso.

 

Eu sempre soube que viagens mudam as pessoas. Sempre soube que era isso que eu queria pra minha vida. Mas estava faltando uma experiência prática pra eu ter certeza.

Rio de Janeiro, o albergue, os gringos (e as gringas), as mineirinhas, os radialistas, as inúmeras possibilidades e a liberdade.

 

 

 

¹ Trecho extraído do site EducaTerra.



Escrito por eomemo às 16h50
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FÁIZ FAVOR PRA MIM?

 

Não agüento mais ouvir essa frase. Sabe, eu tento ser prestativo, mas as pessoas acabam abusando. Seja em casa, no trabalho ou na faculdade.

 

Segundo meu entendimento, as pessoas devem pedir favores quando se trata de algo que elas realmente não podem ou não conseguem fazer. Como por exemplo, um baixinho pedir pra um altão pegar uma lata de leite condensado numa prateleira do supermercado, pois ele não alcança.

Acontece que as pessoas acabam pedindo favores sempre que tem um trouxa por perto pra fazer por elas, pelo simples fato delas não estarem a fim de fazer!

 

Muita vagabundagem... E se você reclama a pessoa ainda tem a pachorra de dizer “ah... por favor vai. O que que custa?”.

Porra! Se não custa nada, por que ela mesma não faz!

 

Outra coisa que incomoda profundamente, muito comum em ambientes profissionais. Sabe aqueles favores que você presta rotineiramente por puro altruísmo? Então, de tanto você fazer, a pessoa beneficiada acaba achando que aquilo é sua obrigação, e esquece que você só faz aquilo de favor! E se num belo dia você fala “agora não posso”, a pessoa ainda fica brava!

 

Há uma linha tênue entre “ser prestativo” e “ser otário”. Preciso tomar mais cuidado com isso.

 

Só pra deixar claro, isso não foi uma indireta pra nenhum leitor deste blog. Estou à disposição pra ajudar naquilo que precisarem, e tenho prazer em fazer isso. É só não abusar.

 

Pra encerrar, fica aí uma prestação de serviços:

 

FAVOR, segundo o Houaiss:

Acepções

■ substantivo masculino

1.   algo que se faz para alguém de graça, sem se ter essa obrigação; obséquio

2.   remissão de culpa concedida por indulgência; mercê, graça

3.   vantagem, benefício que se concede a alguém; proveito

5.   vantagem devida à preferência que se recebe de alguém ou ao poder que se tem sobre alguém

 



Escrito por eomemo às 11h28
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TRANSPORTE DO FUTURO

 

Em qualquer grande capital ou metrópole um dos maiores problemas é o transporte.

 

O grande número de carros e o transporte público ineficiente e/ou insuficiente traz inúmeros problemas pra sociedade. A perda de tempo no deslocamento de um lugar para o outro, o stress no trânsito, a poluição, o ruído e os gastos excessivos são apenas alguns dos problemas que os cidadãos enfrentam. Existem centenas de pesquisas e projetos para descobrir o "transporte do futuro".

 

Eu não preciso de pesquisas pra ter certeza que o transporte do futuro é a bicicleta! Se todos tivessem consciência da quantidade de benefícios que essa prática pode trazer, todos andariam de bicicleta.

Que faz bem pra saúde e não polui o meio ambiente acho que não é novidade pra ninguém. Mas você já reparou que pode ganhar tempo e dinheiro também?

 

Mesmo sem muito preparo físico, uma pessoa de bicicleta anda numa velocidade média de 20 km/h. Ou seja, em 1 hora, ela percorre 20 quilômetros. Sabe quanto tempo é necessário pra percorrer essa distância de carro ou ônibus no horário de pico? No mínimo 45 minutos. Não é uma diferença muito grande, e com treino é possível até superar isso.

 

Outro ponto significativo é a economia financeira. É possível comprar uma bicicleta muito boa e de marca famosa por quinhentos reais. Isso é o que você gasta em quatro meses com passagem de ônibus. Os gastos com manutenção são irrisórios.

 

Sei que é um tanto quanto utópico imaginar que todos vão deixar seus carros na garagem e comprar uma bicicleta. Mas acho perfeitamente possível adotar esse hábito para as curtas distâncias, como ir para as aulas de baixo, para casa da namorada, ou ainda para a casa dos amigos no final de semana.

Portanto, já sabe: se tiver que escolher, não case.

 

Eu adorava o tempo que eu podia ir e volta de bike do trabalho.

 

"I want to ride my bicycle"



Escrito por eomemo às 16h26
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ARREPENDIMENTO

 

Que sensação horrível. É como a sensação de derrota, só que piorada. Eu queria voltar no tempo, e fiquei pensando onde eu errei! Sentia-me um bosta e é como se todos estivem olhando pra mim e se lamentando.

 

Eu estava ali, numa quarta feira a noite, num videokê na Liberdade com o Sidney Magal cantando Sandra Rosa Madalena a 3 metros de distância. E não parou por aí, cantou também Meu Sangue Ferve por Você, Tenho, e outras mais que eu estava emocionado demais pra lembrar.

 

Eu pensei “preciso tirar uma foto com ele”. De repente não vejo mais o Sidney. “Meu Deus, ele foi embora!”, pensei. Então ele reaparece e canta mais uma música. “Ah, daqui a pouco eu tiro a foto”, “Acho que vou lá agora, ah não, daqui a pouco”, “Acho que vou pegar mais uma cerveja”.

 

Quando volto, ele não estava mais lá. Derrota.

 

Esse é o pior tipo de arrependimento. O que se arrepende pelo que não fez.

 

 

Strangers in the night, O mundo dos videokês. O documentário estréia dia 20 de novembro, às 23h na GNT.

 



Escrito por eomemo às 23h04
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RETÓRICA

 

Um jargão popularesco muito conhecido é o tal do “eu só não discuto três coisas: política, religião e futebol”.

 

Na minha humilde e insignificante experiência de vida, aprendi que eu não devo discutir apenas sobre um assunto: o conceito de amor.

 

 

Update: Isso não tem nada a ver com amor, mas tem a ver com o título. Muito bom.

 

 

Argument Clinic - The Monty Python "The Monney Programme"

Bem que poderia haver uma dessas pra "discussão de relacionamentos". Pra mulheres, claro.



Escrito por eomemo às 11h55
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SONHOS E MAIS SONHOS

 

Ultimamente tenho sonhado muito. Ou melhor, lembrado dos sonhos que tenho. Isso era algo muito raro de acontecer, mas de umas duas semanas pra cá, toda vez que acordo tenho uma história desconexa e muito clara na minha cabeça. Muito estranho. Antes eu nunca lembrava dos meus sonhos e de repente eu tenho 100% de aproveitamento.

 

Esses sonhos são de uma variedade incrível. Cada sonho tem um “elenco” diferente, acontecimentos completamente inéditos e finais surpreendentes. Apenas um fato, bem bizarro, diga-se de passagem, se repetiu em três noites diferentes.

 

Logo no começo do sonho, o meu dente canino esquerdo superior ficava mole, muito mole. Eu ficava apavorado com medo que ele caísse. Ele começava a cair e eu empurrava e o incrustava de volta. A história ia se desenrolando e eu sempre com a preocupação de não deixar o dente cair. Ele ia escorregando e eu botava de volta. No final da história o dente finalmente caía e eu acordava. Três sonhos completamente diferentes tiveram esse elemento em comum.

 

Hoje, houve uma variação. Eu estava no banco do carona de um carro e uma das produtoras que trabalha comigo estava dirigindo. Eu estava sem as calças (mas de cueca). No banco de trás estavam umas amigas dela que eu nunca tinha visto, e todas me zoavam por eu estar sem calças. De repente, nós quase batemos o carro e eu dei uma cambalhota sem sair do lugar (!), mas não bati o rosto (nem a boca) em lugar nenhum. Quando retomamos o controle do carro, percebi que meus três dentes da frente estavam moles (exatamente como ficava o canino nos outros sonhos) e eu entrei em desespero. Eu não falava nada com medo que os dentes caíssem, e eu queria muito sair do carro.

Do nada, eu estava fora do carro, sozinho, na avenida Aricanduva (perto da casa do meu pai). Vejo à frente uns policiais enquadrando uns caras de carro, e perto da viatura estava minha moto. Me aproximei e disse (com muito cuidado para que meus dentes não caíssem):

 

– Essa moto é minha, eu estou liberado?

– Mas é claro! – respondeu um policial todo bonachão (!!).

 

Peguei o celular e liguei pro meu pai (que é dentista) pra me ajudar com meus dentes. Eu corava desesperadamente.

 

– Pai, me ajuda, eu preciso que você dê uma olhada nos meus dentes!

– Desculpe, eu não posso ajudar – ele respondeu friamente.

– Mas eu preciso de ajuda! – eu estava muito desesperado.

– Rodolfo, agora não – e desligou.

 

Eu peguei a moto e fui pra casa dele. Chegando lá ele não queria me atender, eu gritava e chorava. Finalmente ele abriu. Expliquei o que acontecera e ele me explicou rapidamente como resolver o problema. As palavras dele me acalmaram completamente. Ao término da explicação, meus dentes caíram.

 

Ao contrário dos outros sonhos, dessa vez quando meus dentes caíram, eu não acordei. O sonho continuou por um bom tempo, e com uma riqueza de detalhes assustadora. O trecho reportado a cima está bem resumido, omiti muitos detalhes pra não me alongar mais ainda.

 

Sonhos são um misto de medos, desejos e lembranças. Em sua maioria tem um significado. Nada a ver com previsões ou premonições, simplesmente cada acontecimento tem um motivo pra ter sido imaginado.

Não sei o que isso tudo pode significar e, sinceramente, nem tenho muito interesse em saber. Apenas achei a seqüência de acontecimentos curiosa.



Escrito por eomemo às 15h11
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AOS COLEGAS BLOGUEIROS

 

Não é detestável quando a situação clama por um post, e você não consegue pensar em nada bom o suficiente para escrever?

 

E ainda tem gente que fala que eu digo as coisas certas nos momentos certos...



Escrito por eomemo às 10h19
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NUNCA SOZINHO 

 

Sair com os amigos.

Tomar chuva.

Ver mais amigos.

Beber.

Encontrar mais um amigo.

Voltar para casa a pé.

Falar com um último amigo.

 

Tudo o que eu mais precisava hoje.

 

 



Escrito por eomemo às 22h53
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THE SIMPSONS

 

Enquanto a gente espera pela estréia do filme, dá pra se divertir com outras coisas.

 

 

 

Essa aí sou eu versão Simpsons! Se você achou que não ficou parecido o problema é seu. E aproveita e faz a sua versão de você mesmo lá no site. Vamos montar nossa cidade amarela!

 

The Simpsons Movie, crie seu avatar!



Escrito por eomemo às 13h13
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DE NOVO, SOBRE CINEMA. SERÁ?

 

Nesse meu período de convalescença assisti O Festim Diabólico. Fantástico, sublime, macabro, surpreendente e grandioso, assim como o próprio Hitchcock.

A trama gira em torno de dois jovens da alta sociedade americana que decidem cometer um assassinato pelo simples prazer de fazê-lo.

 

Assistindo ao filme prestei atenção na forma de atuar de cada um deles individualmente, e também nos dois contracenando a sós. Dessa forma, foi inevitável um pensamento: “Mas isso tá muito boiola...”.

Refleti um pouco sobre este pensamento e me adverti: “Caramba Rodolfo, tudo tem que ter alguma coisa no duplo-sentido! É apenas um relacionamento inocente entre amigos!”.

Deixei de lado esse detalhe e me atentei ao roteiro.

 

Fim do filme. Depois de ver um pouco dos créditos finais fui fuçar no menu. Achei um making of dando sopa e comecei a assistir.

 

Começam alguns depoimentos de nomes que participaram do filme, entre eles ninguém menos que o roteirista Arthur Laurents.E eis que em apenas quatro minutos de making of o sujeito me solta: “Festim Diabólico trata evidentemente de homossexuais.” (sic)

Depois de dar um pulo de meio metro no sofá veio aquele inevitável pensamento: “Eu sabia!”.

Dessa vez eu juro que tentei, eu disse a mim mesmo “não, isso é só impressão”. Aí vem o próprio roteirista e me desmente! E no decorrer do making of ele só vai agravando cada vez mais a situação. Cita até que um professor teria influenciado os rapazes com a “filosofia de Nietzsche”.

Eu desisto, me vejo obrigado a concorda com aqueles que uma vez disseram: “O mundo é gay.”



Escrito por eomemo às 21h05
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